Este documento tem como finalidade promover a discussão dos fatos acontecidos no zoológico de São Paulo, fazer justiça e punir aqueles que, por dolo ou estupidez, provocaram a morte dolorosa de animais, assediaram moralmente funcionários e possivelmente fizeram comunicação falsa de crime. Em momento algum o objetivo tem conotações político-partidárias. É fruto do direito à cidadania e uma homenagem a você, gorila Virgulino, onde quer que você esteja.
"O justo atenta para a vida de seus animais
mas o coração dos perversos é cruel.”
Salomão - Provérbios 12:10
"Quem fere seres desejosos de felicidade
buscando ele próprio felicidade,
não obtém após a morte felicidade.”
Gautama Buda - Dhammapada, 131
"O justo atenta para a vida de seus animais
mas o coração dos perversos é cruel.”
Salomão - Provérbios 12:10
"Quem fere seres desejosos de felicidade
buscando ele próprio felicidade,
não obtém após a morte felicidade.”
Gautama Buda - Dhammapada, 131
A SZB E A TODOS OS ZOOLÓGICOS DO BRASIL E DO EXTERIOR
Senhores,
Toda a opinião pública ficou estarrecida no início de 2004 quando foi noticiado pela imprensa que empregados e ex-empregados do zoológico de São Paulo, os quais seriam traficantes de animais silvestres, descontentes com a diretoria estariam envenenando animais indefesos. Todos quiseram ajudar os infelizes animais, e até alguns zôos prontamente se ofereceram a receber animais para “salvá-los” dos assassinos. Na ocasião, tentei conversar com o Sr. Paulo Bressan, diretor do zôo de São Paulo e tesoureiro da campanha para presidente do atual partido do governo de São Paulo, pois como especialista em química analítica poderia ajudar a verificar a suposta existência de venenos e fazer as amostragens nos animais e recintos; sequer obtive resposta do tal senhor ou de qualquer outra pessoa. Em 2005 ocorreram mais mortes com o mesmo quadro clínico, mas agora a diretoria do zôo de São Paulo atribuiu-as a uma virose, a encefalomiocardite,. zoonose transmitida por ratos. Esta informação, entretanto, nunca foi divulgada, e só viemos a ter acesso a ela recentemente, depois de efetuar a denúncia e exigir esclarecimentos.
Após dois anos, recebendo novas informações passei a indagar do zôo de São Paulo e da UNESP de Botucatu sobre a existência ou não do famoso veneno, o monofluoracetato de sódio, não recebendo resposta ou apenas afirmações evasivas. Fui, portanto, forçado a tomar uma atitude mais extrema e denunciei ao colegiado de ambientalistas de São Paulo (vide Anexo 1), para que houvesse uma sindicância no Conselho Estadual de Meio Ambiente, e a diretoria do Zôo de São Paulo viu por bem responder as minhas denúncias, não esquecendo de ameaçar-me com a possibilidade de processos judiciais, mas esqueceu aparentemente de consultar um advogado a respeito, pois comprovou os erros por mim apontados (vide anexo 2).
O Secretário de Meio Ambiente de São Paulo, Xico Graziano (que é do mesmo partido do Sr. Paulo Bressan), se comprometeu com os ambientalistas, e também com o CONSEMA, a realizar uma reunião entre os ambientalistas, a Secretaria de Meio Ambiente e o zôo de São Paulo para esclarecer o assunto; foi marcada recentemente para o dia 19 de junho.
Foi feita nova denúncia ao Ministério Público do Estado de São Paulo, inclusive com o apoio público da Sra. Eleonora Trajano, conselheira do CONSEMA e do zôo de São Paulo, e outra também será feita para averiguação de comunicação falsa de crime, tipificada pelo artigo 340 do Código Penal Brasileiro.
Avaliem, por gentileza, as notícias abaixo:
“Além de o veneno ter sido levado até os bichos pelo grande número de ratos no local, há a remota hipótese de as águas das fortes chuvas que atingiram a cidade nos últimos dias terem sido o transporte das iscas”.
Folha On Line – 15.02.2004 – 20h03
“Uma equipe de três peritos criminais, um fotógrafo e um desenhista estiveram no zôo na última terça-feira. Segundo os peritos a análise preliminar reforça a tese de que os ratos tenham sido o vetor da contaminação. Foram encontradas fezes azuladas das ratazanas no recinto de pernoite das antas”.
Folha de São Paulo – 15.02.04
“... o ofício encaminhado à Divisão de Ciências Biológicas relata que havia ocorrido um aumento da população de roedores e que um papagaio chegara a matar um rato a bicadas. Também havia proliferação de ratos no chamado setor extra, onde ficam animais que não são vistos pelo público. A maioria dos bichos mortos, os 43 porcos espinhos (que são roedores), estava no local. A carta da chefe do setor foi encaminhada a policia”.
Folha de São Paulo, 10.03.2004 – Fabiana Leite
“LAUDOS NÃO AJUDAM A ESCLARECER MORTES NO ZÔO DE SÃO PAULO
Era a prova que faltava. E vai continuar faltando. O resultado das análises feito pelo Instituto de Criminalística de São Paulo não constata nem descarta a presença de monofluoracetato de sódio em restos de comida e de iscas de desratização retirados das jaulas de alguns animais mortos no Zoológico de São Paulo.”
Folha On Line – 13.05.04 – 03h10
“POLÍCIA DIZ ESTAR PERTO DE PRENDER SUSPEITO POR MORTES NO ZÔO.”
Folha On Line 18.03.04 – 09h02
Questiono, e perguntar não ofende, mas ninguém me respondeu até agora:
1 - Qual o ponto em comum nas reportagens? Não é a presença de ratos?
2 – Se o local estava infestado por ratos, a culpa é de quem: dos ratos, de supostos assassinos ou de uma administração formada por indivíduos indicados politicamente?
3 – Por qual motivo as análises foram direcionadas para o monofluoracetato de sódio (MFA)?
4 - Podem os assassinos ter como objetivo a morte apenas de mamíferos?
5 – As análises foram efetuadas seguindo rigorosamente os protocolos policiais?
6 – O Instituto de Criminalística acompanhou todas as amostragens e as análises feitas nos laboratórios da UNESP?
7 – Foram feitas avaliações da existência de encefalomiocardite em amostras dos animais mortos em 2004?
8 – O zôo de São Paulo publicou em algum periódico científico algum artigo a respeito da encefalomiocardite que vitimou os animais? E sobre o veneno?
9 – Um zôo que tem fezes de ratos dentro dos recintos de animais deveria receber o ISO 14000?
10 – O assedio moral de serem interrogados e terem sigilos bancários quebrados, tal e qual aconteceu com empregados do zôo de São Paulo, não poderia acontecer com vocês também? Isso vai ficar impune? Se vai, vocês não seriam coniventes com isso e com a morte dos animais?
11 – O zôo de São Paulo se desculpou com os empregados investigados?
12 – Divulgar dúvidas a respeito das mortes no zôo é crime e dano moral, mas divulgar ao público que empregados são assassinos de animais indefesos não é?
13 – Um indivíduo deve se curvar frente a ameaças de possíveis processos judiciais e deixar que injustiças fiquem impunes? E as mortes dos animais? E o assedio moral sobre os empregados?
14 – Zoológico deve ser administrado por tesoureiro de campanha política?
15 – Os animais cativos em zôos são apenas um meio de vida para vocês ou merecem o devido respeito como seres que fazem parte da Criação?
16 – Afinal, quem matou os animais: uma quadrilha, uma virose ou uma administração político-partidária?
Para elucidar melhor a situação estão em anexos minha denúncia aos ambientalistas e a réplica do diretor do zôo de São Paulo; nesta última, dentro de quadros, estão meus comentários sobre as afirmações do zôo de São Paulo, na minha opinião comprobatórias das denúncias que fiz.
Essa situação fragiliza a moral de todos os zoológicos e similares, pois aparenta que não há profissionais de qualificação entre vocês: se houve realmente uma virose matando os animais, ou se houve a concomitante presença dela e da ação de um veneno, tudo resulta no fato que a administração do zoológico de São Paulo, na minha opinião, foi no mínimo inábil. É minha opinião que cabe também a vocês a elucidação do que realmente aconteceu no zoológico de São Paulo. Todos conhecem a maneira séria que o grupo de ambientalistas ao qual pertenço age, e a verdade virá à tona. Seria interessante que os próprios responsáveis pelos zôos do país e do exterior avaliassem a situação sem qualquer espírito de corporativismo e tomassem a vanguarda para o esclarecimento da situação. Além dos animais, que foram as maiores vítimas, empregados do zoológico de São Paulo sofreram um evidente assedio moral. Não pode ser que dentro dos quadros de diretores e técnicos de zôos, incluindo os zôos do exterior, não existam pessoas íntegras, com senso de justiça e sensíveis aos sofrimentos dos animais.
Para elucidar melhor a situação estão em anexos minha denúncia aos ambientalistas e a réplica do diretor do zôo de São Paulo; nesta última, dentro de quadros, estão meus comentários sobre as afirmações do zôo de São Paulo, na minha opinião comprobatórias das denúncias que fiz.
Essa situação fragiliza a moral de todos os zoológicos e similares, pois aparenta que não há profissionais de qualificação entre vocês: se houve realmente uma virose matando os animais, ou se houve a concomitante presença dela e da ação de um veneno, tudo resulta no fato que a administração do zoológico de São Paulo, na minha opinião, foi no mínimo inábil. É minha opinião que cabe também a vocês a elucidação do que realmente aconteceu no zoológico de São Paulo. Todos conhecem a maneira séria que o grupo de ambientalistas ao qual pertenço age, e a verdade virá à tona. Seria interessante que os próprios responsáveis pelos zôos do país e do exterior avaliassem a situação sem qualquer espírito de corporativismo e tomassem a vanguarda para o esclarecimento da situação. Além dos animais, que foram as maiores vítimas, empregados do zoológico de São Paulo sofreram um evidente assedio moral. Não pode ser que dentro dos quadros de diretores e técnicos de zôos, incluindo os zôos do exterior, não existam pessoas íntegras, com senso de justiça e sensíveis aos sofrimentos dos animais.
Se todos os zôos mostrarem corporativismo e sequer avaliarem o que aconteceu, ficarão desacreditados como instituições sérias e uma verdadeira guerra poderá ser iniciada por ambientalistas contra eles. Esta afirmação não é uma ameaça, mas uma tentativa de demonstrar uma realidade.
Por tudo o aqui exposto, solicito uma atitude da Sociedade de Zoológicos do Brasil e de todos os zôos, e esperando uma resposta formal da SZB e de todos os contatados, desde já agradeço.
Jaboticabal, 17 de maio de 2007.
Jaboticabal, 17 de maio de 2007.
Prof. Dr. Marcio Antonio Augelli
Mountarat – Sociedade de Proteção Ambiental
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ANEXO 1
A MORTE DOS ANIMAIS DO ZOO SP
Em dezembro de 2003, a quase totalidade dos macacos prego do Zôo Safári morreu sem causa conhecida. Em janeiro de 2004, mamíferos do plantel da Fundação Parque Zoológico de São Paulo, que estavam em excelentes condições de saúde, também passaram a morrer. A descrição da situação é a seguinte: animais, antes em perfeitas condições físicas em seus recintos, eram encontrados mortos, com espuma abundante nas narinas. As necropsias revelavam: “edema pulmonar e lesão cardíaca caracterizada por áreas de palidez no miocárdio”. A imprensa, descobrindo a situação, passou a pressionar o governador, que por sua vez pressionou a diretoria, nomeada politicamente, que por sua vez, devido à sua incapacidade de gerenciar o zoo por total desqualificação profissional, levantou suspeita contra alguns funcionários. Segundo as versões dadas à mídia naquela época, funcionários descontentes estavam tentando derrubar a diretoria assassinando animais indefesos. Mesmo com investigações policiais em curso, as mortes continuavam, e assim orangotango, chimpanzés, elefantes, micos, etc. vieram a óbito.
A MORTE DOS ANIMAIS DO ZOO SP
Em dezembro de 2003, a quase totalidade dos macacos prego do Zôo Safári morreu sem causa conhecida. Em janeiro de 2004, mamíferos do plantel da Fundação Parque Zoológico de São Paulo, que estavam em excelentes condições de saúde, também passaram a morrer. A descrição da situação é a seguinte: animais, antes em perfeitas condições físicas em seus recintos, eram encontrados mortos, com espuma abundante nas narinas. As necropsias revelavam: “edema pulmonar e lesão cardíaca caracterizada por áreas de palidez no miocárdio”. A imprensa, descobrindo a situação, passou a pressionar o governador, que por sua vez pressionou a diretoria, nomeada politicamente, que por sua vez, devido à sua incapacidade de gerenciar o zoo por total desqualificação profissional, levantou suspeita contra alguns funcionários. Segundo as versões dadas à mídia naquela época, funcionários descontentes estavam tentando derrubar a diretoria assassinando animais indefesos. Mesmo com investigações policiais em curso, as mortes continuavam, e assim orangotango, chimpanzés, elefantes, micos, etc. vieram a óbito.
Segundo informações do Dr. José Luiz Catão Dias, um “serial killer” estaria causando o envenenamento e o tipo de veneno usado – Monofluoracetato de sódio, somente o CEATOX (laboratório de pesquisa de venenos vinculado a UNESP - Botucatu), era capaz de comprová-lo, e amostras de vísceras de animais mortos foram para esse órgão encaminhadas. O resultado deu POSITIVO, ou seja, o laboratório atestou ter encontrado monofluoracetato nas vísceras dos animais mortos.
Tentando salvar os animais que habitavam o zôo, a polícia passou a trabalhar com afinco: policiais a paisana circulavam pelo parque, várias “batidas” foram efetuadas, com averiguações de carros, armários, bolsas e etc., funcionários “suspeitos” foram afastados, animais foram remanejados e somente pessoas determinadas pela diretoria tinham acesso a eles, e mesmo assim as mortes continuavam a acontecer.
A imprensa foi enganada e as mortes não foram totalmente divulgadas. O nº divulgado pela imprensa de 73 animais é falso, o nº de animais mortos ultrapassou os 250. Entretanto, nem todas as vísceras examinadas apresentaram resultados positivos. Para os animais que apresentaram resultado negativo não se efetuou nenhuma pesquisa.
Cabe aqui salientar que a proliferação de ratos nesta época no zoológico era absurda, tornando-se fora de controle a partir do momento que a diretoria suspendeu a aplicação de qualquer produto raticida em conseqüência da suspeita de envenenamento.
A grande maioria dos funcionários (de vários escalões) foi levada ‘a delegacia de policia para prestar depoimentos. Muitos tiveram seu sigilo bancário e telefônico quebrados, e as mortes continuavam a acontecer. Inacreditavelmente a polícia não conseguia encontrar o “assassino”. Nada foi concluído.
Tão subitamente como começou, as mortes foram diminuindo e terminaram. A diretoria atribuiu o fato ao policiamento e ao “medo” que o assassino sentiu, devido a presença da polícia.
Em pouco tempo a imprensa esqueceu o assunto. A polícia civil do Estado de São Paulo nada concluiu e passou o caso para a Polícia Federal, considerando como crime contra fauna e de competência da União.
Durante o mês de janeiro de 2005, as mortes começaram a ocorrer novamente, com as mesmas características do ano anterior, ou seja, morte súbita e lesão cardíaca.
A imprensa não foi notificada e os funcionários foram proibidos de comentar o caso fora do zoológico. A situação foi “contornada” e era proibido comentários a respeito. Os funcionários voltaram a ficar desesperados, achando que tudo iria começar de novo.
Desta vez, Dr. Catão Dias, já tendo pesquisado sobre o vírus da Encefalomiocardite (transmitida por ratos), que mata exatamente da mesma maneira, com os mesmos sinais clínicos e os mesmos achados de necrópsia, resolveu solicitar ao Laboratório GENOA, que desenvolvesse um kit para detectar a presença do vírus através do teste PCR. Os resultados foram positivos, e os laudos que foram apenas comentados pela diretoria sem nunca serem mostrados oficialmente aos técnicos, estão devidamente “trancados” em local seguro. A polícia NÃO foi notificada, a imprensa NÃO foi notificada, os funcionários não receberam qualquer explicação e pior de tudo: a vigilância sanitária não foi avisada de tão importante zoonose.
O assunto das mortes foi “proibido” no zoológico, Dr. Catão não admitia perguntas ou discussões a respeito.
A partir deste momento, desenvolveu-se a mais ferrenha perseguição aos ratos, que o zoológico já tivera. Sabe-se que o vírus da encefalomiocardite é transmitido através da contaminação do alimento e da água pela urina de roedores portadores do vírus.
A omissão de provas para a polícia constitui um grave erro e esta zoonose, que pode causar a morte de seres humanos foi tratada com grande descaso.
Muitos trabalhos referentes a mortes ocorridas pela contaminação do vírus da encefalomiocardite ocorreram exatamente da mesma maneira em zoológicos da Flórida, Austrália e África do Sul, foram levantados na bibliografia e traduzidos, demonstrando que existe uma grande similaridade entre o caso ocorrido no Zoo paulistano com outros em diferentes partes do mundo (vide abaixo). Nesses casos, coincidentemente, também existiu uma correlação entre o crescimento da população de roedores e o aparecimento das mortes.
Houve, portanto, falta de qualificação profissional, descaso, falta de ética, prevaricação e outros crimes. No decorrer da epidemia no zôo, este não foi fechado ao público, sendo freqüentado inclusive por crianças. Urge que a Fundação parque Zoológico do Estado de São Paulo tenha em sua direção pessoas de carreira e não sendo nomeadas obedecendo a critérios políticos.
Portanto, é urgente que se inicie trabalhos no sentido de apurar devidamente o ocorrido, com levantamento de provas e oitivas de testemunhas, as quais incluem os servidores demitidos.
Prof. Dr. Marcio Antonio Augelli
Referências:
INFECÇÃO PELO VÍRUS DA ENCEFALOMIOCARDITE EM PARQUES ZOOLÓGICOS DA FLÓRIDA:
Gaskin, J M, Jorge M A, and Simpson C F.
University of Florida, Gainesville, Florida
- Lewis, A L.
Florida Department of Health and Reabilitive Services, Tampa, Florida
- Olson J H, and Earl E. Schobert, E E.
Busch Gardens, Tampa, Florida
- Wollenman E P, and Marlowe C.
Lion Country Safari, West Palm Beach, Florida
- Michelle Curtis M M.
Jacksonville Zoo, Jacksonville, Florida
SURTO DE INFECÇÃO POR ENCEFALOMIOCARDITE EM ELEFANTES DE VIDA LIVRE NO KRUGER NATIONAL PARK.
- Grobler DG, Raath JP, Braack LE, Keet DF, Gerdes GH, Barnard BJ, Kriek NP, Jardine J, Swanepoel R
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/query.fcgi?cmd=Retrieved&db=PubMed&list_uids
INFECÇÕES OCASIONADAS PELO VÍRUS DA ENCEFALOMIOCARDITE (EMC) EM ANIMAIS DE ZOOLÓGICOS – UMA FREQUENTE CAUSA DE MORTE SÚBITA NÃO RECONHECIDA.
- Darek Spielman, M.V. Sc., B.Sc
- Taronga Zoo, P.O. Box 20, MOSMAN. N.S.W: 2008, Australia
Prof. Dr. Marcio Antonio Augelli
Referências:
INFECÇÃO PELO VÍRUS DA ENCEFALOMIOCARDITE EM PARQUES ZOOLÓGICOS DA FLÓRIDA:
Gaskin, J M, Jorge M A, and Simpson C F.
University of Florida, Gainesville, Florida
- Lewis, A L.
Florida Department of Health and Reabilitive Services, Tampa, Florida
- Olson J H, and Earl E. Schobert, E E.
Busch Gardens, Tampa, Florida
- Wollenman E P, and Marlowe C.
Lion Country Safari, West Palm Beach, Florida
- Michelle Curtis M M.
Jacksonville Zoo, Jacksonville, Florida
SURTO DE INFECÇÃO POR ENCEFALOMIOCARDITE EM ELEFANTES DE VIDA LIVRE NO KRUGER NATIONAL PARK.
- Grobler DG, Raath JP, Braack LE, Keet DF, Gerdes GH, Barnard BJ, Kriek NP, Jardine J, Swanepoel R
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/query.fcgi?cmd=Retrieved&db=PubMed&list_uids
INFECÇÕES OCASIONADAS PELO VÍRUS DA ENCEFALOMIOCARDITE (EMC) EM ANIMAIS DE ZOOLÓGICOS – UMA FREQUENTE CAUSA DE MORTE SÚBITA NÃO RECONHECIDA.
- Darek Spielman, M.V. Sc., B.Sc
- Taronga Zoo, P.O. Box 20, MOSMAN. N.S.W: 2008, Australia
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ANEXO 2
Prezados membros do Coletivo de Entidades Ambientais
Prezados membros do Coletivo de Entidades Ambientais
A Fundação Parque Zoológico de São Paulo tomou conhecimento dos termos da carta encaminhada pelo Sr. Márcio Augelli à este Colegiado, com vistas a instruí-lo sobre supostos fatos ocorridos na FPZSP entre 2003 e 2005, conforme tema de discussão previsto para a reunião agendada para 23 de Abril pf, na Sede do Sindicato dos Advogados de São Paulo.
Considerando a necessidade dos fatos serem apresentados de forma verdadeira, integral e, acima de tudo, isenta, solicitamos que o documento abaixo seja divulgado com a mesma amplitude que o documento do Sr. Augelli teve nos meios de divulgação deste Colegiado.
Atenciosamente,
Prof. Dr. João Batista da Cruz
Diretor PresidenteFundação Parque Zoológico de São Paulo
Carta ao Colegiado de Entidades Ambientais de São Paulo
Com relação às denúncias propagadas pelo Sr. Márcio Augelli, temos a informar:
1) Em 24 de janeiro de 2004, morreu o primeiro animal de um grupo de 73
que tiveram a morte confirmada por monofluoracetato de sódio (MFA). Tais
mortes foram confirmadas pelo Centro de Análises Toxicológicas - CEATOX,
laboratório vinculado à UNESP de Botucatu, única instituição no Brasil, no
nosso conhecimento até aquela data, que tinha um processo de rotina para o
diagnóstico desta substância. A confiabilidade do CEATOX na prática deste
diagnóstico foi corroborada pela justiça, que indicou o CEATOX e seus
técnicos como peritos ad hoc. Frente aos resultados positivos para MFA, a
Fundação fez o que era esperado de uma instituição com o respeito que
possui.
Anteriormente aos fatos citados, no final de 2003 morreu a quase totalidade de macacos prego do Zôo Safári. Todos apresentaram morte súbita.
QUESTIONAMENTOS:
que tiveram a morte confirmada por monofluoracetato de sódio (MFA). Tais
mortes foram confirmadas pelo Centro de Análises Toxicológicas - CEATOX,
laboratório vinculado à UNESP de Botucatu, única instituição no Brasil, no
nosso conhecimento até aquela data, que tinha um processo de rotina para o
diagnóstico desta substância. A confiabilidade do CEATOX na prática deste
diagnóstico foi corroborada pela justiça, que indicou o CEATOX e seus
técnicos como peritos ad hoc. Frente aos resultados positivos para MFA, a
Fundação fez o que era esperado de uma instituição com o respeito que
possui.
Anteriormente aos fatos citados, no final de 2003 morreu a quase totalidade de macacos prego do Zôo Safári. Todos apresentaram morte súbita.
QUESTIONAMENTOS:
A pesquisa para monofluoracetato foi realizada nesse grupo de animais?
Morreram dezenas de animais no Simba; o ZôoSP, mantenedor desses animais, o quê fez para apurar as causas?
Por qual motivo a morte destes animais não fazem parte da contabilidade macabra das vítimas do(s) suposto(s) serial killer(s)? Foram devidamente recolhidos materiais desses animais para a devida averiguação da causa de suas mortes?
Existem, pois, quaisquer relações entre essas mortes com o suposto envenenamento, uma vez que mais tarde observaram-se mortes nos mesmos padrões?
Levando-se em consideração que no primeiro trimestre de 2004, um número bastante significativo de animais (muito maior que 73, divulgado pela imprensa) veio a óbito, qual a causa da morte dos animais que tiveram resultados negativos para envenenamento?
2) Neste sentido, a Fundação, além de uma série de medidas técnicas e
administrativas, requereu a imediata abertura de inquérito policial e agiu
de forma transparente para com a opinião pública, realizando diversas
coletivas de imprensa nas quais a diretoria da Fundação, juntamente com as
autoridades policiais responsáveis, prestaram amplos esclarecimentos dos
lamentáveis fatos. As mortes por MFA cessaram a partir de 14 de março,
quando um Saguinus midas foi o último óbito por MFA confirmado
laboratorialmente.
A “forma transparente” usada pela diretoria do Zôo SP, através da imprensa foi através da afirmação de que funcionários descontentes estavam “assassinando animais inocentes” para prejudicar a diretoria. A “transparência” do zôo SP não foi utilizada com relação aos funcionários que foram abruptamente afastados de suas posições e tiveram para sempre suas vidas marcadas. Questiono esse fato, pois como defensor daqueles que são vítimas de algozes, como geralmente o são animais de zôos, vejo como obrigação moral indicar a possibilidade de haver acontecido assedio moral durante o desenrolar das acusações dos supostos envenenamentos. Apesar do empenho da Polícia Civil, nunca se chegou ao tão falado “serial killer” e seus comparsas. Abomino tal procedimento, não só por orientação espiritual cristã e budista, mas também por estar sendo vítima de assedio moral na instituição pública em que trabalho.
QUESTIONAMENTOS
2) Neste sentido, a Fundação, além de uma série de medidas técnicas e
administrativas, requereu a imediata abertura de inquérito policial e agiu
de forma transparente para com a opinião pública, realizando diversas
coletivas de imprensa nas quais a diretoria da Fundação, juntamente com as
autoridades policiais responsáveis, prestaram amplos esclarecimentos dos
lamentáveis fatos. As mortes por MFA cessaram a partir de 14 de março,
quando um Saguinus midas foi o último óbito por MFA confirmado
laboratorialmente.
A “forma transparente” usada pela diretoria do Zôo SP, através da imprensa foi através da afirmação de que funcionários descontentes estavam “assassinando animais inocentes” para prejudicar a diretoria. A “transparência” do zôo SP não foi utilizada com relação aos funcionários que foram abruptamente afastados de suas posições e tiveram para sempre suas vidas marcadas. Questiono esse fato, pois como defensor daqueles que são vítimas de algozes, como geralmente o são animais de zôos, vejo como obrigação moral indicar a possibilidade de haver acontecido assedio moral durante o desenrolar das acusações dos supostos envenenamentos. Apesar do empenho da Polícia Civil, nunca se chegou ao tão falado “serial killer” e seus comparsas. Abomino tal procedimento, não só por orientação espiritual cristã e budista, mas também por estar sendo vítima de assedio moral na instituição pública em que trabalho.
QUESTIONAMENTOS
Como ficou a situação dos funcionários lesados?
O zooSP age com “transparência” após três anos sem explicação ao público?
Houve retratação para com seus funcionários, principalmente aqueles mais humildes?
3) Cumpre ressaltar que a suspeita de MFA foi baseada nos achados
necroscópicos e histopatológicos encontrados nos exames dos animais que
morreram. É fundamental mencionar que além dos exames toxicológicos, uma
grande quantidade de exames complementares também foi realizado, inclusive a
pesquisa de eventuais patógenos bacterianos e virais, haja vista a
existência de um rol de diagnósticos diferenciais possíveis. Desta forma, ao
mesmo tempo que a FPZSP enviou material para o CEATOX, mandou também
material para dezenas de exames em diversos laboratórios particulares e
públicos. Nenhum outro dado importante foi adicionado pelos exames
complementares realizados naquela época. Também é importante mencionar que
dezenas de especialistas nacionais e internacionais consultados por diversos
órgãos de imprensa corroboraram, conforme atestam ampla documentação
jornalística da época, a compatibilidade dos achados clínicos,
epidemiológicos e anátomo-patológicos com a intoxicação por MFA.
Portanto, conforme as declarações do próprio representante do zooSP, houve uma série de exames de “eventuais patógenos bacterianos e virais”, e “especialistas deram seus diagnósticos pela imprensa”(?). Nada está claro com relação a exames complementares efetuados, tampouco à pesquisa de eventuais agentes patógenos.
QUESTIONAMENTOS
3) Cumpre ressaltar que a suspeita de MFA foi baseada nos achados
necroscópicos e histopatológicos encontrados nos exames dos animais que
morreram. É fundamental mencionar que além dos exames toxicológicos, uma
grande quantidade de exames complementares também foi realizado, inclusive a
pesquisa de eventuais patógenos bacterianos e virais, haja vista a
existência de um rol de diagnósticos diferenciais possíveis. Desta forma, ao
mesmo tempo que a FPZSP enviou material para o CEATOX, mandou também
material para dezenas de exames em diversos laboratórios particulares e
públicos. Nenhum outro dado importante foi adicionado pelos exames
complementares realizados naquela época. Também é importante mencionar que
dezenas de especialistas nacionais e internacionais consultados por diversos
órgãos de imprensa corroboraram, conforme atestam ampla documentação
jornalística da época, a compatibilidade dos achados clínicos,
epidemiológicos e anátomo-patológicos com a intoxicação por MFA.
Portanto, conforme as declarações do próprio representante do zooSP, houve uma série de exames de “eventuais patógenos bacterianos e virais”, e “especialistas deram seus diagnósticos pela imprensa”(?). Nada está claro com relação a exames complementares efetuados, tampouco à pesquisa de eventuais agentes patógenos.
QUESTIONAMENTOS
Que especialistas podem diagnosticar sem avaliar pessoalmente a situação? Como exemplo corriqueiro para os leigos pode ser citada a conhecida Parvovirose canina, a qual tem sintomas muito similares a intoxicação por envenenamento.
Em que laboratórios foram realizados os exames citados?
Quais foram os resultados?
O vírus da encefalomiocardite foi incluído nesta pesquisa?
Qual o rol dos diagnósticos diferenciais?
A imprensa é capacitada para fazer consulta a especialistas nacionais e internacionais ou foi “orientada”?
Não deveria ter sido o zooSP o responsável pelo comando das pesquisas junto aos especialistas?
4) Todos os laudos emitidos pelo CEATOX foram realizados a partir de
material apropriado, como sangue, fígado e/ou conteúdo estomacal. Após a
indicação do CEATOX e de seus pesquisadores como peritos, o material
biológico foi colhido com acompanhamento legal e transportado pela Polícia
Civil à Botucatu. Durante o processo, a Polícia Civil pediu para que o IML
fizesse os exames de contra-prova. O IML argumentou-se impossibilitado,
justificando que não trabalhava com material animal, somente humano e que
não tinha a técnica padronizada para MFA. O Instituto de Criminalística foi
então acionado. Apesar de também ter a sua disposição material legalmente
colhido e oriundo das carcaças dos animal intoxicados (sangue, fígado e
conteúdo estomacal), o IC realizou os exames em iscas de rodenticidas, água
do fosso dos chimpanzés e orangutangos e em amostra da ração oferecida aos
animais. Os resultados obtidos pelo IC foram negativos para os materiais
testados, fato que levou o IC a informar à imprensa (Folha de São Paulo,
13/05/2004, matéria de Sílvia Correa), de forma prudente, que tais
resultados não tinham como negar a possibilidade dos animais terem morrido
de MFA, uma vez que o IC usou técnicas e materiais distintos aos utilizados
pelo CEATOX. Vale mencionar que o limiar de detecção do teste empregado pelo
IC, conforme matéria de jornal publicada na ocasião (Folha de São Paulo,
13/05/2004), era de 5mg por ml de água, 8 mg por grama de isca e 13 mg por
grama de ração. Para se ter uma idéia do que significa estes valores de
detecção, o fosso do qual o IC coletou a água possuía cerca de 30 mil
litros, ou seja, o MFA só seria detectado nestas circunstâncias se houvesse,
no mínimo, 5g de MFA para cada litro de água, ou seja, aproximadamente 150
kg de MFA diluídos no fosso. Ainda segundo a mesma matéria jornalística,
todo o material biológico, colhido com acompanhamento legal e transportado
pela PC ao IC foi descartado.
Como se percebe, todo o material levado ao IC foi descartado.
QUESTIONAMENTOS
material apropriado, como sangue, fígado e/ou conteúdo estomacal. Após a
indicação do CEATOX e de seus pesquisadores como peritos, o material
biológico foi colhido com acompanhamento legal e transportado pela Polícia
Civil à Botucatu. Durante o processo, a Polícia Civil pediu para que o IML
fizesse os exames de contra-prova. O IML argumentou-se impossibilitado,
justificando que não trabalhava com material animal, somente humano e que
não tinha a técnica padronizada para MFA. O Instituto de Criminalística foi
então acionado. Apesar de também ter a sua disposição material legalmente
colhido e oriundo das carcaças dos animal intoxicados (sangue, fígado e
conteúdo estomacal), o IC realizou os exames em iscas de rodenticidas, água
do fosso dos chimpanzés e orangutangos e em amostra da ração oferecida aos
animais. Os resultados obtidos pelo IC foram negativos para os materiais
testados, fato que levou o IC a informar à imprensa (Folha de São Paulo,
13/05/2004, matéria de Sílvia Correa), de forma prudente, que tais
resultados não tinham como negar a possibilidade dos animais terem morrido
de MFA, uma vez que o IC usou técnicas e materiais distintos aos utilizados
pelo CEATOX. Vale mencionar que o limiar de detecção do teste empregado pelo
IC, conforme matéria de jornal publicada na ocasião (Folha de São Paulo,
13/05/2004), era de 5mg por ml de água, 8 mg por grama de isca e 13 mg por
grama de ração. Para se ter uma idéia do que significa estes valores de
detecção, o fosso do qual o IC coletou a água possuía cerca de 30 mil
litros, ou seja, o MFA só seria detectado nestas circunstâncias se houvesse,
no mínimo, 5g de MFA para cada litro de água, ou seja, aproximadamente 150
kg de MFA diluídos no fosso. Ainda segundo a mesma matéria jornalística,
todo o material biológico, colhido com acompanhamento legal e transportado
pela PC ao IC foi descartado.
Como se percebe, todo o material levado ao IC foi descartado.
QUESTIONAMENTOS
Quem fez a amostragem do material levado ao CEATOX pela polícia: foram os especialistas do IC ou os oficiais receberam das mãos de funcionários do zôo?
Se a amostragem não foi feita pela polícia, o material estocado no CEATOX é digno de confiabilidade e tem valor legal?
Em matéria publicada e não assinada (Folha de São Paulo em 15/02/2004) lê-se:
“uma equipe de 3 peritos criminais, um fotógrafo e um desenhista estiveram no zôo na última terça-feira. Segundo os peritos a análise preliminar reforça a tese de que os ratos tenham sido o vetor da contaminação. Foram encontradas fezes azuladas das ratazanas no recinto de pernoite das antas.”
Em matéria publicada em 10/03/2004 (Fabiana Leite, Folha de São Paulo) lê-se:
“ o ofício encaminhado à Divisão de Ciências Biológicas relata que havia ocorrido um aumento da população de roedores e que um papagaio chegara a matar um rato a bicadas. Também havia proliferação de ratos no chamado setor extra, onde ficam animais que não são vistos pelo público. A maioria dos bichos mortos, os 43 porcos espinhos (que são roedores), estava no local. A carta da chefe do setor foi encaminhada a policia”.
“uma equipe de 3 peritos criminais, um fotógrafo e um desenhista estiveram no zôo na última terça-feira. Segundo os peritos a análise preliminar reforça a tese de que os ratos tenham sido o vetor da contaminação. Foram encontradas fezes azuladas das ratazanas no recinto de pernoite das antas.”
Em matéria publicada em 10/03/2004 (Fabiana Leite, Folha de São Paulo) lê-se:
“ o ofício encaminhado à Divisão de Ciências Biológicas relata que havia ocorrido um aumento da população de roedores e que um papagaio chegara a matar um rato a bicadas. Também havia proliferação de ratos no chamado setor extra, onde ficam animais que não são vistos pelo público. A maioria dos bichos mortos, os 43 porcos espinhos (que são roedores), estava no local. A carta da chefe do setor foi encaminhada a policia”.
Ora, sabe-se que o vírus da encefalomiocardite acomete somente mamíferos e é transmitido através da contaminação da água ou dos alimentos pelas fezes e urina dos ratos.
QUESTIONAMENTO
QUESTIONAMENTO
O suposto serial killer ou a suposta quadrilha de funcionários descontentes mataram outros animais por envenenamento que não fossem mamíferos? Não se tem notícias se outras classes de animais foram “assassinadas” na ocasião...
5) Entre dezembro de 2004 e começo de 2005, ocorreram novos casos de
mortes abruptas na FPZSP. Perdemos, dentre outros, 2 girafas, 1 gorila, um
filhote de hipopótamo e 8 micos-leões. Estes óbitos foram motivos de
matérias jornalísticas (O Estado de São Paulo, 17/02/2005; O Estado de São
Paulo, 18/02/2005) e inclusive de entrevistas da Diretoria Executiva à
mídia. Para vários desses animais, as causas de morte eram evidentes, mas
assim mesmo foram realizados todos os procedimentos tão duramente aprendidos
em 2004. Todos os resultados oriundos do CEATOX para estes óbitos foram
negativos para MFA. De posse destes resultados negativos para intoxicação, a
equipe técnica da Fundação voltou à lista de diagnósticos diferenciais
possíveis. Vale ressaltar que as causas de morte de muitos animais,
inclusive os mais "carismáticos" (gorila, hipopótamo, girafas), foram
elucidadas em poucos dias (hirpertrofia concêntrica cardíaca, clostridiose,
luxação), também conforme noticiado pela imprensa.
Fato patente é que mesmo sendo as mortes ocorridas em 2005 e motivo de matérias jornalísticas, foram consideradas diferentemente das mortes ocorridas no ano anterior. Além das mortes citadas como a das duas girafas, um gorila, um filhote de hipopótamo e oito micos-leões, várias outras ocorreram com quadro idêntico aos do início de 2004.
QUESTIONAMENTOS:
5) Entre dezembro de 2004 e começo de 2005, ocorreram novos casos de
mortes abruptas na FPZSP. Perdemos, dentre outros, 2 girafas, 1 gorila, um
filhote de hipopótamo e 8 micos-leões. Estes óbitos foram motivos de
matérias jornalísticas (O Estado de São Paulo, 17/02/2005; O Estado de São
Paulo, 18/02/2005) e inclusive de entrevistas da Diretoria Executiva à
mídia. Para vários desses animais, as causas de morte eram evidentes, mas
assim mesmo foram realizados todos os procedimentos tão duramente aprendidos
em 2004. Todos os resultados oriundos do CEATOX para estes óbitos foram
negativos para MFA. De posse destes resultados negativos para intoxicação, a
equipe técnica da Fundação voltou à lista de diagnósticos diferenciais
possíveis. Vale ressaltar que as causas de morte de muitos animais,
inclusive os mais "carismáticos" (gorila, hipopótamo, girafas), foram
elucidadas em poucos dias (hirpertrofia concêntrica cardíaca, clostridiose,
luxação), também conforme noticiado pela imprensa.
Fato patente é que mesmo sendo as mortes ocorridas em 2005 e motivo de matérias jornalísticas, foram consideradas diferentemente das mortes ocorridas no ano anterior. Além das mortes citadas como a das duas girafas, um gorila, um filhote de hipopótamo e oito micos-leões, várias outras ocorreram com quadro idêntico aos do início de 2004.
QUESTIONAMENTOS:
Por qual motivo não foi dado a estes casos o mesmo enfoque do ano anterior?
Quais foram os diagnósticos diferenciais possíveis. Mesmo com diagnóstico firmado, existiram lesões cardíacas no gorila, hipopótamo, girafas e micos-leões?
Em caso de resposta negativa, porque estes animais foram testados para monofluoracetato?
Porque no caso de “animais carismáticos”, os laudos conclusivos foram efetuados em três ou quatro dias e no caso dos macacos pregos que morreram no início de 2003 e outros animais não tão “carismáticos”, até hoje não se tem qualquer tipo de resultado?
6) A possibilidade da ocorrência de encefalomiocardite, EMC, foi então
discutida pelo grupo de profissionais, internos e externos, envolvidos. Já
em 11 de fevereiro de 2005, por solicitação da Diretoria Executiva, o Médico
Veterinário José Daniel Luzes Fedullo informou que pelo menos 10 mamíferos
que vieram a óbito entre dezembro de 2004 e janeiro e fevereiro de 2005,
apresentavam quadro compatível com EMC. No nosso conhecimento, a EMC é uma
enfermidade que nunca havia sido diagnosticada em animais selvagens no
Brasil. Por se tratar de eventual zoonose de baixo impacto, a Diretoria
Executiva conversou longamente com profissionais dos Institutos Emílio Ribas
e Adolfo Lutz. Nestas conversas, a FPZSP foi informada que não era do
conhecimento destes profissionais a existência no Brasil de isolamento, via
cultura celular, do cardiovírus da EMC. Ainda, a FPZSP também foi informada
que não havia qualquer relato recente ou suspeita de EMC em humanos, em
especial no entorno do zôo.
Conforme livro organizado pelo patologista e diretor do zooSP Prof. Dr. José Luis Catão Dias (Megid, J, Cubas Z S, Silva JCR, Dias JLC Tratado de Animais Selvagens. 1 ed. São Paulo, Ed. Roca, 2007), nas páginas 834 e 835 (raticidas) e 1.117 (encefalomiocardite), mesmo aqueles que são leigos percebem grandes similaridades nas lesões entre as duas situações, assim como no caso intoxicações por plantas venenosas que contenham glicosídeos cardioativos (monofluoracetato) são diagnóstico diferencial de encefalomiocardite. No mesmo livro, no cap 25, que é de autoria do próprio prof. Catão, na pág. 389 sobre doenças virais encontra-se o seguinte texto "poucos laboratórios no Brasil estão devidamente equipados para realizar identificação precisa de agentes virais, o que tem refletido na escassa informação de casos comprovados. Esse fato é altamente preocupante na medida em que viroses podem estar passando despercebidas, tanto durante casos clínicos como durante a necropsia.” Portanto, o próprio Prof. Dr. Catão assume que pode ter havido um grande erro no zooSP. Aparentemente tem-se aqui uma situação similar ao exemplo da Parvovirose canina.
6) A possibilidade da ocorrência de encefalomiocardite, EMC, foi então
discutida pelo grupo de profissionais, internos e externos, envolvidos. Já
em 11 de fevereiro de 2005, por solicitação da Diretoria Executiva, o Médico
Veterinário José Daniel Luzes Fedullo informou que pelo menos 10 mamíferos
que vieram a óbito entre dezembro de 2004 e janeiro e fevereiro de 2005,
apresentavam quadro compatível com EMC. No nosso conhecimento, a EMC é uma
enfermidade que nunca havia sido diagnosticada em animais selvagens no
Brasil. Por se tratar de eventual zoonose de baixo impacto, a Diretoria
Executiva conversou longamente com profissionais dos Institutos Emílio Ribas
e Adolfo Lutz. Nestas conversas, a FPZSP foi informada que não era do
conhecimento destes profissionais a existência no Brasil de isolamento, via
cultura celular, do cardiovírus da EMC. Ainda, a FPZSP também foi informada
que não havia qualquer relato recente ou suspeita de EMC em humanos, em
especial no entorno do zôo.
Conforme livro organizado pelo patologista e diretor do zooSP Prof. Dr. José Luis Catão Dias (Megid, J, Cubas Z S, Silva JCR, Dias JLC Tratado de Animais Selvagens. 1 ed. São Paulo, Ed. Roca, 2007), nas páginas 834 e 835 (raticidas) e 1.117 (encefalomiocardite), mesmo aqueles que são leigos percebem grandes similaridades nas lesões entre as duas situações, assim como no caso intoxicações por plantas venenosas que contenham glicosídeos cardioativos (monofluoracetato) são diagnóstico diferencial de encefalomiocardite. No mesmo livro, no cap 25, que é de autoria do próprio prof. Catão, na pág. 389 sobre doenças virais encontra-se o seguinte texto "poucos laboratórios no Brasil estão devidamente equipados para realizar identificação precisa de agentes virais, o que tem refletido na escassa informação de casos comprovados. Esse fato é altamente preocupante na medida em que viroses podem estar passando despercebidas, tanto durante casos clínicos como durante a necropsia.” Portanto, o próprio Prof. Dr. Catão assume que pode ter havido um grande erro no zooSP. Aparentemente tem-se aqui uma situação similar ao exemplo da Parvovirose canina.
QUESTIONAMENTOS
Afinal, o que difere o quadro de intoxicação por monofluoracetato daquele apresentado pela encefalomiocardite?
Quanto aos 10 animais citados, no que seus quadros clínicos diferiram dos demais analisados?
Quais são eles? Se, segundo os brilhantes cientistas do zooSP a encefalomiocardite nunca havia sido diagnosticada no país, em animais silvestres, porque nada foi publicado em periódicos científicos, para difusão científica, esclarecimento e alerta aos diferentes técnicos e pessoas que trabalham na área? Será porque é uma mentira e é possível qualquer leigo achar facilmente no Google que ela já é diagnosticada no Brasil desde a década de 60 (Vide "Report of an epizootic of Encephalomyocarditis in Para, Brazil”. (publicado originalmente em 1962). Consey,O.R: Shope, Robert E., Laemmert, H)?
Por que, transcorridos dois anos, ainda não se conhece a publicação do fato: esse tempo não é suficiente?
Na realidade o que os grandes cientistas do zooSP afinal chamam de “eventual zoonose de baixo impacto”? Através do trabalho "Classificação De Agentes Etiológicos Humanos E Animais Com Base No Risco Apresentado", a Escola Paulista de Medicina atesta que a encefalomiocardite apresenta risco máximo para os seres humanos, classificando-as como de risco 2 como a Leptospirose, por exemplo
(vide: http://unifesp.br/reitoria/orgaos/comissoes/cibio/apendice2.htm).
(vide: http://unifesp.br/reitoria/orgaos/comissoes/cibio/apendice2.htm).
Levando - se em conta a citada participação de profissionais dos Institutos Emilio Ribas e Adolf Lutz, existem documentos oficiais?
7) Importantíssimo mencionar que, já neste momento (fevereiro/março de
2005), a FPZSP notificou, através de cartas protocoladas, a possibilidade da
ocorrência de EMC ao IBAMA Brasília (22/02/2004), IBAMA SP (24/02/2005) e a
Secretaria do Meio Ambiente de SP (24/02/2005). Ainda, em 17/3/2005, a FPZSP
informou o Ministério Público Federal da ocorrência de mortes por causas
infecciosas diversas em sua população de animais.
QUESTIONAMENTOS
7) Importantíssimo mencionar que, já neste momento (fevereiro/março de
2005), a FPZSP notificou, através de cartas protocoladas, a possibilidade da
ocorrência de EMC ao IBAMA Brasília (22/02/2004), IBAMA SP (24/02/2005) e a
Secretaria do Meio Ambiente de SP (24/02/2005). Ainda, em 17/3/2005, a FPZSP
informou o Ministério Público Federal da ocorrência de mortes por causas
infecciosas diversas em sua população de animais.
QUESTIONAMENTOS
Como é possível se notificar apenas a possibilidade sem ter a confirmação laboratorial? Confirmaram com o uso de tarô ou jogaram búzios?
O IBAMA teria em seu quadro, técnicos capacitados para a leitura e interpretação destes documentos? A funcionária do IBAMA, responsável pela fiscalização do zôo de São Paulo mas que trabalha no setor de pesca do órgão, afirma que nunca soube de nada...
8) Frente a impossibilidade de proceder rapidamente a tentativa de
isolamento do cardiovírus da EMC, a FPZSP iniciou uma série de gestões em
laboratórios particulares com o intuito de identificar e realizar provas
outras que nos sinalizassem sobre a possibilidade da existência de EMC e/ou
outras viroses compatíveis no Zôo. Vários testes para diversas viroses foram
graciosamente realizados no Laboratório Fleury, todos negativos. Finalmente,
entre maio e junho de 2005 conseguimos realizar, também graciosamente
através do Laboratório Genoa, testes moleculares desenvolvidos
experimentalmente para EMC. Foram testados 2 porcos espinhos e 1 cachorro do mato que morreram em 2005, e que tiveram exames negativos para MFA. As provas para EMC nestes animais foram positivas e, de pronto, a FPZSP
informou oficialmente a Vigilância Sanitária do Ministério da Agricultura,
através de ofício datado de 27 de julho de 2005, da possibilidade da
ocorrência de EMC em sua população de animais.
QUESTIONAMENTOS
8) Frente a impossibilidade de proceder rapidamente a tentativa de
isolamento do cardiovírus da EMC, a FPZSP iniciou uma série de gestões em
laboratórios particulares com o intuito de identificar e realizar provas
outras que nos sinalizassem sobre a possibilidade da existência de EMC e/ou
outras viroses compatíveis no Zôo. Vários testes para diversas viroses foram
graciosamente realizados no Laboratório Fleury, todos negativos. Finalmente,
entre maio e junho de 2005 conseguimos realizar, também graciosamente
através do Laboratório Genoa, testes moleculares desenvolvidos
experimentalmente para EMC. Foram testados 2 porcos espinhos e 1 cachorro do mato que morreram em 2005, e que tiveram exames negativos para MFA. As provas para EMC nestes animais foram positivas e, de pronto, a FPZSP
informou oficialmente a Vigilância Sanitária do Ministério da Agricultura,
através de ofício datado de 27 de julho de 2005, da possibilidade da
ocorrência de EMC em sua população de animais.
QUESTIONAMENTOS
Por que foram testados apenas três animais para encefalomiocardite, dentro de um rol muito maior de animais mortos? Esse método estatístico fere todos os princípios básicos da Ciência: três indivíduos podem representar estatisticamente o ocorrido com todos os animais que morreram?
Foi mencionado que estes três animais “foram negativos” para monofluoracetato; os demais óbitos ocorridos em 2005 “foram então positivos”?
A identificação de uma zoonose em local público e de grande visitação (numa simples consulta ao Google toma-se conhecimento que o vírus da encefalomiocardite ataca principalmente lactentes e crianças, caracterizada por encefalite e miocardite); por que não ter houve a interdição do Parque?
O IBAMA e a Secretaria do Meio Ambiente foram comunicados oficialmente do resultado positivo para encefalomiocardite emitido pelo laboratório GENOA? Os técnicos do ZôoSP foram avisados oficialmente sobre o resultado positivo?
9) Importantíssimo mencionar que as provas moleculares são indicativas
e/ou sugestivas de EMC (o próprio documento de resultado informa que o piso
de confiabilidade do teste é de 90%), e que o diagnóstico padrão é o
isolamento viral.
QUESTIONAMENTO
9) Importantíssimo mencionar que as provas moleculares são indicativas
e/ou sugestivas de EMC (o próprio documento de resultado informa que o piso
de confiabilidade do teste é de 90%), e que o diagnóstico padrão é o
isolamento viral.
QUESTIONAMENTO
Mesmo utilizando-se o teste com confiabilidade de 90%, as vísceras dos animais mortos em 2004 e que talvez possam estar estocadas em freezer no CEATOX em Botucatu, não deveriam ter sido testadas para encefalomiocardite, levando-se em conta que as duas doenças tem quadro idêntico, mesmo na minha opinião serem questionáveis a origens das amostras?
10) Apesar da prova molecular ser indicativa, a FPZSP atuou como se o
resultado fosse confirmativo e adotou transformações estruturais e de rotina
muito estritas, com o objetivo de controlar a população de roedores em seus
domínios. Cremos que por conta desta ação decisiva e determinada, há mais de
18 meses não há relatos de perda de animais por qualquer uma das clássicas
doenças transmitidas por roedores, assim como da própria EMC. De fato,
atualmente a FPZSP apresenta possivelmente a sua mais baixa taxa de
mortalidade historicamente reportada.
Isto só confirma que o resultado do laboratório GENOA realmente procede, pois adotando-se as medidas citadas a doença desapareceu. Confirma também que a doença não foi controlada porque o zooSP não procedeu da maneira correta e mais eficiente, eliminando-se os ratos que aparecem aqui como os “serial killers” da situação.
QUESTIONAMENTOS
Como a eliminação dos ratos, segundo o zooSP, provou a eliminação da doença, isso não poderia indicar que realmente os ratos eram a quadrilha de “serial killers” que atacou o zôo em 2003, 2004 e 2005 e sua arma mortífera era a virose?
Porque o zôo SP, adotando o diagnóstico do GENOA como confirmativo (apesar dos supostos 90% de confiabilidade) não pesquisou o vírus de material proveniente dos animais mortos em 2004, para que fosse esclarecido se aquele episódio ocorrido estaria relacionado com uma epidemia de encefalomiocardite?
Estes são os fatos. Ao longo das suas denuncias, o Sr. Augelli comete diversos equívocos, omissões e calúnias.
Inicialmente, o Sr. Augelli não teve o cuidado de analisar as versões sobre
os fatos, pesquisar as possibilidades, tentar entender pragmática e
racionalmente as evidências postas. O primeiro contato do Sr. Augelli com a
FPZSP para tratar do tema ocorreu após a divulgação de seu documento ao CEA (e às diversas listas de discussão existentes na internet), fato que para
nós evidencia a falta de compromisso do Sr. Augelli com a apuração
parcimoniosa da verdade.
Na época dos acontecimentos, quando padecia de enfermidade que me impedia o bom discernimento dos fatos, mesmo assim procurei, via telefone, falar com o Dr. Paulo Bressan ou equivalente, pois poderia ajudar, dada minha experiência em química analítica; entretanto a secretária nunca retornou as ligações. Procurei então a polícia e falando com o delegado encarregado do caso, vi por bem me afastar e observar o desenrolar dos acontecimentos.
Estes são os fatos. Ao longo das suas denuncias, o Sr. Augelli comete diversos equívocos, omissões e calúnias.
Inicialmente, o Sr. Augelli não teve o cuidado de analisar as versões sobre
os fatos, pesquisar as possibilidades, tentar entender pragmática e
racionalmente as evidências postas. O primeiro contato do Sr. Augelli com a
FPZSP para tratar do tema ocorreu após a divulgação de seu documento ao CEA (e às diversas listas de discussão existentes na internet), fato que para
nós evidencia a falta de compromisso do Sr. Augelli com a apuração
parcimoniosa da verdade.
Na época dos acontecimentos, quando padecia de enfermidade que me impedia o bom discernimento dos fatos, mesmo assim procurei, via telefone, falar com o Dr. Paulo Bressan ou equivalente, pois poderia ajudar, dada minha experiência em química analítica; entretanto a secretária nunca retornou as ligações. Procurei então a polícia e falando com o delegado encarregado do caso, vi por bem me afastar e observar o desenrolar dos acontecimentos.
A irritação de integrantes do zooSP para comigo é antiga, pelas diversas denúncias feitas ao MPE e à Procuradoria da República de tráfico de animais e desvio de verbas públicas. O Dr. Paulo Bressan foi empossado após eu ter denunciado ao Dr. Paulo Palma, curador de Fundações do Ministério Público, que o governador Alckimin havia nomeado para presidente do Conselho Superior do zooSP o Sr. Paulo Gutglas (DOE - Atos do Governador - Decretos do dia 26.01.01), salvo erro nosso, engenheiro de formação e dono majoritário do PlayCenter São Paulo, empresa do ramo de diversões públicas. Segundo informações colhidas na época, as quais ainda careciam de comprovação, a indicação do Sr. Marcelo GutGlas seria articulação do governo do Estado para início da entrega do Zoo/São Paulo à empresa privada, fato não ilegal mas na minha opinião no mínimo imoral. Após a denúncia, o governador exonerou o cidadão citado.
O Dr. Paulo Bressan é meu conhecido de longa data; esse senhor trabalhava no Centro de Controle de Zoonozes de São Paulo, e comigo freqüentemente tinha altas contendas por vários motivos. Esse senhor ocupou o cargo de subprefeito da administração do PSDB, é homem de confiança do sr. Alckimin e foi, inclusive tesoureiro de sua campanha, portanto é um político de carteirinha. É de se esperar, na minha opinião de direito, atitudes políticas de um político, o Sr. Bressan, e da instituição que o acolhe.
Partindo de fontes obscuras, o Sr. Augelli disparou denuncias caluniosas e
difamatórias contra a Fundação Parque Zoológico de São Paulo, seus
funcionários e administrações passada e atual. Os documentos acima
mencionados, e que naturalmente farão parte dos processos judiciais
cabíveis, comprovam que a Fundação agiu de forma transparente, responsável e
digna, honrando mais uma vez sua tradição e história cinqüentenária, sendo
inconsistente a afirmação do Sr. Augelli que as mortes ocorridas entre 2003
e 2005 foram ocultadas da comunidade interna do Zôo de São Paulo, da
imprensa ou dos órgãos competentes.
Por diversas vezes, levei com provas cabais ao conhecimento das autoridades que crimes estavam sendo cometidos no zooSP, portanto, o passado glorioso não é tão glorioso assim, além do mais, quem publicamente demonstrou que o zooSP é um hospício, acusando funcionários inocentes em público e afirmando haver uma quadrilha assassinando animais, foi a diretoria.
Para tanto, vale lembrar que durante 2004 e 2005, a FPZSP abriu-se de forma
ímpar às mais variadas abordagens investigativas. Todos os fatos ocorridos
foram detalhadamente analisados em 3 audiências públicas (1 na Assembléia
Legislativa de SP e 2 na Câmara dos Deputados em Brasília); mais de uma
dezena de entrevistas coletivas; mais de uma centena de entrevistas
concedidas pela administração e corpo técnico aos meios de comunicação
nacionais e internacionais; 3 visitas de auditores do IBAMA; mais de uma
dezena de visitas de caráter investigativo realizadas por grupos de proteção
animal, políticos e ordens de Classe, incluindo a OAB, além, é claro, de
meses de inquérito policial.
Prof. Dr. João Batista da Cruz
Diretor Presidente
Fundação Parque Zoológico de São Paulo
CONCLUSÕES ÓBVIAS:
=> Não se confirmou a existência do perigoso humano “serial killer”;
Partindo de fontes obscuras, o Sr. Augelli disparou denuncias caluniosas e
difamatórias contra a Fundação Parque Zoológico de São Paulo, seus
funcionários e administrações passada e atual. Os documentos acima
mencionados, e que naturalmente farão parte dos processos judiciais
cabíveis, comprovam que a Fundação agiu de forma transparente, responsável e
digna, honrando mais uma vez sua tradição e história cinqüentenária, sendo
inconsistente a afirmação do Sr. Augelli que as mortes ocorridas entre 2003
e 2005 foram ocultadas da comunidade interna do Zôo de São Paulo, da
imprensa ou dos órgãos competentes.
Por diversas vezes, levei com provas cabais ao conhecimento das autoridades que crimes estavam sendo cometidos no zooSP, portanto, o passado glorioso não é tão glorioso assim, além do mais, quem publicamente demonstrou que o zooSP é um hospício, acusando funcionários inocentes em público e afirmando haver uma quadrilha assassinando animais, foi a diretoria.
Para tanto, vale lembrar que durante 2004 e 2005, a FPZSP abriu-se de forma
ímpar às mais variadas abordagens investigativas. Todos os fatos ocorridos
foram detalhadamente analisados em 3 audiências públicas (1 na Assembléia
Legislativa de SP e 2 na Câmara dos Deputados em Brasília); mais de uma
dezena de entrevistas coletivas; mais de uma centena de entrevistas
concedidas pela administração e corpo técnico aos meios de comunicação
nacionais e internacionais; 3 visitas de auditores do IBAMA; mais de uma
dezena de visitas de caráter investigativo realizadas por grupos de proteção
animal, políticos e ordens de Classe, incluindo a OAB, além, é claro, de
meses de inquérito policial.
Prof. Dr. João Batista da Cruz
Diretor Presidente
Fundação Parque Zoológico de São Paulo
CONCLUSÕES ÓBVIAS:
=> Não se confirmou a existência do perigoso humano “serial killer”;
=> Os episódios de mortes ocorridas em 2004 e 2005 ocorreram nos meses de verão, quando a reprodução dos roedores atinge seu ápice, fato confirmado através de reportagens na imprensa.
=> Episódios muito parecidos com o que ocorreu no zooSP aconteceram em zoológicos da Flórida, Austrália e no Parque Kruger, na África do Sul. Todos os relatos correlacionam o aparecimento da encefalomiocardite com o aumento da população de roedores. Existem ainda citações de que a encefalomiocardite é passível de confusão, por apresentar a mesma sintomatologia e os mesmos achados de necropsia (lembrar o exemplo da parvovirose canina) de outras doenças.
=> Não houve explicação oficial até hoje a respeito do que morreram os animais que deram resultado negativo para monofluoracetato.
=> É sabido que seres humanos são suscetíveis ao grupo de vírus da EMC desde que um trabalhador de um laboratório desenvolveu encefalite após exposição acidental a uma amostra de vírus causador de EMC. Casos esporádicos de EMC tem ocorrido principalmente em adolescentes. A doença no ser humano é caracterizada principalmente por meningite asséptica, parecida com poliomielite, ou síndrome de Guillain – Barré. Durante os episódios na Florida e na Louisiania, não se teve notícia de caso clínico em seres humanos, apesar de que um trabalhador do zoológico de Audubon, que havia sido exposto aos primatas com EMC, tinha um título de 1:1280 ( Gutter, A E, Encephalomielitis in Zoo Animals. In Fowler, M.E. (ed.): Zoo & Wild Animal Medicine ( 3a ed.). Philadelphia, W.B. Saunders, 1993, pp. 50 – 51). Portanto, apesar de estarmos tratando de uma zoonose perigosa e letal, não se tem conhecimento de cuidados com relação à segurança dos trabalhadores que manipulam animais no zooSP, pois podem ser infectados pelo vírus da EMC, bem como os pesquisadores que trabalham diretamente com o vírus.
=> Apesar do zôo SP afirmar ter avisado as autoridades competentes sobre a existência da zoonose, nunca nada soube a respeito e não se tem conhecimento de qualquer atitude com relação ao público visitante.
=> Apesar das mortes, ocorridas em 2005, de animais “discípulos do Padre Marcelo” - os famosos “animais carismáticos”, a opinião pública não foi informada com alarde, como na ocasião da existência do suposto serial killer.
=> Ingenuamente, o zooSP confirmou a denúncia feita aos ambientalistas; lendo-se a denúncia e a réplica isso será facilmente comprovado.
=> Só houve manifestação a respeito do assunto quando a denúncia entrou na rede; anteriormente imperava o silêncio, ou seja, para haver acesso a informações de direito público faz-se necessário ser ameaçado de supostos processos judiciais a serem ajuizados.
=> É minha opinião de direito constitucional que se tem uma das seguintes situações (ou as duas): houve uma dificuldade muito grande por parte da diretoria do zooSP em fazer pesquisas e levantamentos bibliográficos a respeito dos assuntos pertinentes às mortes ocorridas, e portanto inabilidade; ou houve o dolo em se conhecer a situação e usá-la contra desafetos. A representação junto ao MPE deve esclarecer o assunto. Não se descarta a possibilidade de nossa associação, Mountarat, interpelar judicialmente a todos. Tudo dependerá da reunião que supostamente irá acontecer entre a Diretoria do zooSP e os ambientalistas, proposta pela representante da USP no CONSEMA, prof. Dra. Eleonora Trajano. Porém , mantenho a minha posição de uma reabertura das investigações através de uma sindicância do CONSEMA.